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A bacia do Barreiro, localizada a cinco quilômetros da cidade de Araxá, foi formada
na borda de um vulcão extinto. No início do século XIX, o pesquisador alemão W.L.
von Eschwige faz o primeiro registro científico das suas águas e respectivas
propriedades terapêuticas – comunicando o fato às autoridades portuguesas no Brasil.
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Em 1816, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, em visita ao País com a Missão Artística Francesa, descreve assim a região do Barreiro: "Num ponto sombrio da mata, onde as árvores são mais juntas e mais folhudas, há um espaço com cerca de 600 passos de circunferência, cercado por um muro de arrimo e inteiramente tomado por uma lama negra e compacta. É no meio dessa lama, em cinco ou seis pontos diferentes, que brotam as fontes de água mineral…"
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Em 1890 é apresentado à Academia Nacional de Medicina, pelo Conselheiro de Araxá J. M. Caminhoá, um estudo sobre as propriedades medicinais das águas do Barreiro. O jornal Gazeta de Araxá é inaugurado para divulgar o pioneiro tratamento crenoterápico ali existente.
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Em 1912, é construído o primeiro Balneário de Araxá, pela Empresa das Águas: trata-se de uma construção simples, com banheiros divididos por paredes de madeira. Em 1915, as fontes minerais do Barreiro são doadas pelo município ao governo estadual e, em 1916, Alfredo Schaeffer realiza as primeiras análises clínicas das suas águas sulfurosas.
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Em 1925 é lançada a pedra fundamental do Grande Hotel do Barreiro, com a presença de importantes autoridades. Os terrenos adjacentes, que formam a Estância do Barreiro, também são arrendados pelo Estado e começam a passar por melhorias – como beneficiamento das fontes, construção de casas de banho e hotéis – para incrementar o turismo.
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Em 1934, a área do Barreiro é desapropriada por decreto. Somente em 1937 as obras serão reiniciadas pelo governador Benedito Valadares, levando ainda oito anos para serem concluídas. Em 1944, o Balneário é inaugurado pelo presidente Getúlio Vargas.
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No ano seguinte, é a vez do Grande Hotel abrir as portas. A construção, projetada por Luiz Signorelli sob forte influência da arquitetura italiana e do estilo Missões, reúne o que há de mais refinado na época: vidros bisotados, mármore de carrara, lustres de cristal e grandes salões de baile. O paisagismo é de Burle Marx. Ao lado do hotel, ligado por uma galeria suspensa de cerca de cem metros, estão as Termas de Araxá – onde se aproveitam os efeitos terapêuticos da fontes radioativa e sulfurosa.
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Com todo esse esplendor e abrigando ainda um cassino (que funcionou até 1946, quando o jogo de azar for proibido no Brasil), o hotel rapidamente se tornou um grande centro de eventos políticos e de encontros sociais. Por ali passaram, por exemplo, todos os presidentes brasileiros (à exceção de Fernando Henrique Cardoso) e todos os presidentes de países da América Latina até a década de 70. O Grande Hotel também recebeu os craques Pelé, Didi, Garrincha e Zagalo, durante a preparação para a Copa de 58, na Suécia.
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Em 1994, o Complexo Turístico do Barreiro é fechado para uma grande reforma, sob a supervisão da Rede Tropical – que o arrendara. As Termas são reinauguradas em 1997. Já o Grande Hotel só reabre suas portas em 2001, depois de uma restauração que manteve a arquitetura, o mobiliário e o charme dos anos 40 e custou cerca de 60 milhões de reais.
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Em 2005, o Complexo Turístico do Barreiro ganha uma administração cinco estrelas. Com a expertise da Rede Ouro Minas, o Ouro Minas Grande Hotel e Termas de Araxá está pronto para receber e encantar pessoas de todos os tipos e idades.
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